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Trofa Saúde considera «inconvenientes» reuniões de trabalhadores

A denúncia é feita pelo Sindicato de Hotelaria do Norte que afirma que a discussão dos problemas entre os trabalhadores não depende da «agenda do patrão».

Trabalhadores do «call center» do grupo Trofa Saúde concentrados junto ao Hospital Privado da Trofa, 27 de Novembro de 2017
Trabalhadores do «call center» do grupo Trofa Saúde concentrados junto ao Hospital Privado da Trofa, 27 de Novembro de 2017Créditos / Sindicato da Hotelaria do Norte

O Sindicato de Hotelaria do Norte (CGTP-IN) convocou reuniões de trabalhadores em várias unidades de saúde e no call center do grupo Trofa Saúde para analisar a situação das negociações do contrato colectivo de trabalho da Hospitalização Privada e a situação social na empresa, como consta de comunicado a que o AbrilAbril teve acesso.

Após enviar as convocatórias, nos moldes habituais, o sindicato recebeu uma recusa por parte da direcção, que alega «não se encontrarem preenchidos os requisitos» e «não se revelar conveniente» o agendamento em causa.

«Não cabe às empresas ajuizarem se o agendamento é ou não conveniente. Muito mal estariam os trabalhadores se a discussão dos seus problemas e as medidas a tomar estivessem condicionadas à bondade ou à agenda do patrão», pode ler-se na nota.

O sindicato lembra que o direito de reunião é um direito fundamental protegido por lei e pela Constituição da República Portuguesa, cabendo aos trabalhadores a escolha do dia e da hora das reuniões.

Entretanto, o grupo Trofa Saúde voltou a recusar comparecer numa reunião convocada pelo Ministério do Trabalho.

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