Trabalhadores em luta na Teleperformance

Trabalhadores do call-center da Teleperformance em Setúbal realizaram hoje uma greve para reivindicar aumentos salariais e a sua passagem aos quadros da empresa.

Na Teleperformance, estes trabalhadores auferem pouco mais que o salário mínimo nacional
Na Teleperformance, estes trabalhadores auferem pouco mais que o salário mínimo nacionalCréditosJoão Relvas / Agência LUSA

A União dos Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN saúda a luta dos trabalhadores da campanha Barclaycard Payment and Processing da Teleperformance em Setúbal, considerando que «têm todas as razões para reivindicar o justo aumento de salário e uma melhor distribuição da riqueza, pois foi através do seu esforço e do seu contributo que a Teleperformance conseguiu atingir os lucros que atingiu».

Os motivos apresentados pela administração da empresa para se recusar a ouvir os trabalhadores nas suas reivindicações, segundo a estrutura sindical, são os «lucros débeis», acrescentando no entanto que estão em causa valores de 10 milhões de euros de lucro, suficientes para aumentar os salários dos trabalhadores, que auferem pouco mais que o salário mínimo nacional.

Outro dos problemas levantados pelos trabalhadores é a existência de vínculos precários em casos onde é cumprido trabalho permanente. Os trabalhadores exigem ser contratados directamente pela Teleperformance Portugal e não pela empresa de trabalho temporário Emprecede.

A União dos Sindicatos lembra que a Teleperformance é uma empresa que diz ter «um projecto ganhador em Portugal e que é uma referência no sector», mas que na realidade «acaba por ser uma referência nos baixos salários, na insegurança no emprego e na instabilidade que provoca na vida dos trabalhadores».