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Trabalhadores dos impostos convocam greves a exigir negociações

O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos convocou dois dias de greve para os últimos dias úteis de Fevereiro e Março, bem como às horas extraordinárias, para exigir a revisão das carreiras.

«O aumento salarial é possível e necessário para combater esta injustiça», realçou Jerónimo de Sousa
Todos os trabalhadores da Autoridade Tributária e Aduaneira estão abrangidosCréditos / Revista Bit

O pré-aviso do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos (STI) contempla dois dias de greve completos, para 28 de Fevereiro e 29 de Março, assim como greve às horas extraordinárias nesse último mês.

Na origem do protesto está a ausência de uma proposta por parte do Governo sobre a revisão das carreiras dos trabalhadores da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) que, em 2012, viram as três direcções gerais em que prestavam funções serem fundidas neste única instituição.

Paulo Ralha, presidente do STI, afirmou que a jornada de luta visa obter da parte do Governo «um desenvolvimento concreto do processo de negociação de carreiras», nomeadamente a proposta de articulado que «o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais se comprometeu» a apresentar no primeiro semestre de 2018.

No comunicado em que anunciou estas acções de protesto, o STI lembrou que, «depois de muitos anos à espera, os trabalhadores estão fartos» de esperar por uma resposta à petição que entregaram em 2009 a exigir que lhes seja atribuído o vínculo por nomeação.

A isto acresce a fusão das três direções-gerais na AT, o que correspondeu a um acréscimo de responsabilidades, e toda a panóplia de cobranças que, de então para cá, passou a estar a cargo destes trabalhadores.

Em causa estão dívidas de propinas, portagens, taxas moderadoras, transportes públicos e custas e coimas de processos judiciais.


Com agência Lusa

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