Depois da concentração de Abril

Trabalhadores do Pingo Doce voltam à luta

Os trabalhadores do Pingo Doce realizarão uma acção de protesto amanhã no Retail Park de Alverca. Em causa está o facto de a empresa não responder ao caderno reivindicativo.

Os trabalhadores do Pingo Doce continuam a luta pelo Caderno Reivindicativo
Os trabalhadores do Pingo Doce continuam a luta pelo Caderno ReivindicativoCréditos

Face à falta de resposta da Administração do Pingo Doce sobre o caderno reivindicativo no dia 21 de Abril, os trabalhadores e dirigentes sindicais concentram-se em protesto amanhã pelas 12 horas, em frente à loja do Retail Park em Alverca.

Os trabalhadores denunciam que o Pingo Doce apresentou 33 milhões de euros de lucros em 2015, ao mesmo tempo que recusa negociar o Caderno Reivindicativo apresentado à empresa pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal.

As reivindicações dos trabalhadores

No caderno reivindicativo, estavam expostas várias exigências dos trabalhadores: o fim do «banco de horas»; o respeito pelos horários de trabalho e dias de descanso semanais, com a sua afixação nos prazos legais; o fim das constantes alterações que põem em causa a vida pessoal e familiar dos trabalhadores; a reposição da majoração das férias com 22 dias mais três dias; o respeito pelos direitos de parentalidade; o fim das transferências «abusivas» de local de trabalho para lojas longe da residência no caso de quem tenha filhos menores; assim como o fim da «imposição de elevados ritmos de trabalho, desumanos e que prejudicam gravemente a saúde dos trabalhadores».

No caderno reivindicativo ainda consta a correcção da carreira profissional dos trabalhadores dos armazéns e a passagem a efectivos dos trabalhadores com vínculos precários e também a reclamação de condições de higiene, saúde e segurança nos locais de trabalho, «com fardamento em condições e cadeiras apropriadas para os operadores de caixa».

O fim da repressão e intimidação, é outra das reivindicações dos trabalhadores, exigindo o fim das ameaças de que são alvo quando, por razões legais, não aceitam alterações que a empresa lhes pretende impor.

Não obtendo resposta da empresa, o CESP requereu à Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho a convocação da empresa para uma reunião. A empresa optou por não comparecer às convocatórias para 18 e 27 de Maio, preferindo pagar as respectivas coimas por incumprimento grave do Código do Trabalho.