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Trabalhadores do LNEC exigiram integração em protesto

Os trabalhadores do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) realizaram uma concentração de protesto esta quarta-feira. Estão há mais de um ano à espera da homologação e muitos sem receber salários.

Concentração dos bolseiros do LNEC em frente à instituição
Concentração dos bolseiros do LNEC em frente à instituiçãoCréditos / Bolseiros LNEC

A acção de protesto dos trabalhadores do LNEC decorreu ontem ao meio-dia, tendo contado com a participação de quase uma centena de investigadores ​​​​junto à entrada desta instituição pública de investigação, que está localizada em Lisboa.

Em nota de imprensa, o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões (CGTP-IN) afirma que a acção dos bolseiros do LNEC teve como objectivo exigir a rápida homologação dos seus processos pelo Governo e a abertura imediata dos concursos para que sejam atribuídos os contratos de trabalho.

«Passados dois anos do início do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública (PREVPAP), que tinha por objectivo a integração de todos os trabalhadores a exercer funções permanentes sem o vínculo adequado, os trabalhadores precários do LNEC continuam sem ver cumprida essa promessa do Governo», lê-se no documento.

Segundo a estrutura sindical, a Comissão de Avaliação Bipartida (CAB) já emitiu os pareceres favoráveis para os 111 investigadores com vínculos precários «há muito tempo», faltando apenas a homologação pelo Governo, que já está «com um atraso injustificável» sem que se «perceba o motivo do atraso».

Dezenas de investigadores estão sem rendimentos

Decorrente desta situação, o sindicato sublinha que o atraso do Governo está a «afectar directamente a estabilidade profissional e pessoal dos trabalhadores, com graves prejuízos nas suas vidas».

Segundo a estrutura, «as bolsas não estão a ser renovadas» e por isso várias dezenas de trabalhadores estão «sem qualquer remuneração», o que é classificado como uma situação «injustificável». Nesse sentido, o sindicato considera ser urgente o andamento do processo, «fazendo justiça à sua realidade laboral e às efectivas necessidades permanentes de trabalho deste laboratório».

O protesto dos trabalhadores do LNEC contou com a presença solidária de Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN, e de Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública (CGTP-IN). A deputada Ana Mesquita, eleita do PCP na Assembleia da República, também esteve presente.

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