Trabalhadores da manutenção da refinaria da Petrogal continuam a sua luta

Os trabalhadores da manutenção da refinaria da Petrogal em Sines vão realizar dia 25 de Janeiro um plenário e uma greve de 4 horas, com concentração em Lisboa, continuando a luta por um aumento salarial igual para todos e contra a precariedade.

Os trabalhadores da manutenção da refinaria da Petrogal, em Sines, decidiram vir em protesto até à sede da Efatm/ATM em Lisboa, no dia 25 de Janeiro,
Os trabalhadores da manutenção da refinaria da Petrogal, em Sines, decidiram vir em protesto até à sede da Efatm/ATM em Lisboa, no dia 25 de Janeiro, Créditos / SITE-Sul

Não havendo qualquer resposta das empresas do consórcio às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE-Sul) informa que foi decidida a realização de 4 horas de plenário e 4 horas de greve, com uma concentração em Lisboa, à porta da sede da empresa que lidera o consórcio, a Efatm/ATM, na manhã do dia 25 de Janeiro.

Em causa está o aumento salarial igual para todos os trabalhadores, o fim da precariedade no consórcio e o pagamento de todo o trabalho suplementar realizado com valor igual para todos os trabalhadores das empresas do consórcio.

A 17 de Novembro estes trabalhadores iniciaram uma greve com a duração de 48 horas denunciado que o consórcio, sem critério, aumentou os salários de alguns trabalhadores, mas no entanto, a grande maioria não teve qualquer actualização salarial nos últimos sete anos.

O sindicato alertava também, por essa altura, que apenas 20 trabalhadores tinham contrato efectivo com a empresa mãe, a Efatm, do grupo Mello, e que os outros 160 estão em situação de precariedade, com vínculo temporário ou a termo incerto com empresas de trabalho temporário, ainda que alguns deles já trabalhem na manutenção da refinaria de Sines há mais de 20 ou 30 anos.