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Trabalhadores da logística da Sonae exigem aumentos sem chantagem

Os trabalhadores das bases logísticas da Sonae, na Azambuja e na Maia, iniciaram esta segunda-feira uma greve parcial até ao fim do mês, por aumentos salariais e o fim da chantagem patronal nas negociações.

Trabalhadores da Sonae realizaram uma manifestação de protesto na Azambuja
Trabalhadores da Sonae realizaram uma manifestação de protesto na AzambujaCréditos / CESP

A greve parcial de duas horas por dia, inciada hoje e que decorre até o dia 1 de Março, integra a quinzena de luta dos trabalhadores do comércio, promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP/CGTP-IN).

Em declarações ao AbrilAbril, Ricardo Mendes, dirigente sindical do CESP, afirmou que a greve teve «uma forte expressão dos trabalhadores» na Azambuja, sendo que ainda não detinha informação quanto à base logística da Maia. Mesmo assim, salientou ser esperada uma boa adesão, em resposta ao «bloqueio na negociação do contrato colectivo, que já se arrasta há 29 meses».

«A Sonae, enquanto vice-presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), exige contrapartidas que não admitimos nas negociações da revisão do contrato colectivo», afirmou, explicando que, a troco de «aumentos salariais de 11 cêntimos por dia», as empresas exigem «o banco de horas obrigatório para todos e a redução do valor do trabalho suplementar em 40%».

Os trabalhadores exigem o aumento geral dos salários, num mínimo de 40 euros, de forma a repor o poder de compra perdido desde 2010, o fim da tabela B, que prevê menos 40 euros de salário em todos os distritos, excepto Lisboa, Porto e Setúbal, e a progressão automática dos operadores de armazém até ao nível de especializado.

Ricardo Mendes afirmou também que os trabalhadores do armazém Plaza 1 de Azambuja contestam a retirada do direito aos 15 minutos de pausa a meio da manhã. Outras exigências passam pelo fim da precariedade, da repressão patronal e da enorme desregulação dos horários de trabalho, que impossibilitam a conciliação do último com a sua pessoal e familiar.

Na base logística da Azambuja, no distrito de Lisboa, a greve nos dias 25 e 26 de Fevereiro é das 9h às 10h, sendo que até 1 de Março passa a duas horas, com mais um protesto entre as 1h às 2h. Mais a Norte, na base da Maia, a greve é também de duas horas, com pequenas variações entre os três turnos, até ao final do mês.

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