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Trabalhadores da Leica protestam contra assédio e discriminação salarial

Os trabalhadores acusam a administração da Leica de levar a cabo uma política de gestão assente na desvalorização e discriminação salarial, e de atitudes que «encaixam» no crime de assédio moral.

Créditos / Cardápio

Para o início da tarde desta quinta-feira está marcada uma acção de denúncia, por parte dos trabalhadores, dirigentes, delegados e activistas sindicais, junto à fábrica da Leica em Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga. 

Em causa, acusa o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente (Site-Norte/CGTP-IN), através de comunicado, está uma política de gestão, aplicada «ao longo dos últimos anos» pela administração da empresa, «assente na desvalorização dos salários de trabalhadores qualificados» e na «discriminação salarial entre trabalhadores». Havendo, ilustra o sindicato, trabalhadores a desempenhar as mesmas funções com diferenças salariais superiores a 100 euros. 

O SITE Norte regista que a empresa coloca «constantemente» em causa as liberdades sindicais, através de «tentativas de condicionamento do exercício da actividade sindical no interior da empresa», e critica atitudes, que, refere-se na nota, «podem perfeitamente encaixar no crime de assédio moral».

«Sempre que um trabalhador procura combater as injustiças de que é alvo, junto do sindicato ou até mesmo junto de outras instâncias, a empresa, através de alguns dos seus funcionários com elevado grau de responsabilidade, passa a tentar diminuir e denegrir trabalhadores, que toda a vida deram e dão o melhor de si para que a Leica continue a ser uma empresa de sucesso», exemplifica. 

Face a esta situação, e perante o que designa por «política do medo», o SITE Norte assume que é tempo de exigir o aumento salarial mínimo de 90 euros para todos os trabalhadores, o fim das discriminações salariais e a valorização das categorias profissionais. Acresce a reivindicação pelo fim da «política de assédio moral», que «a empresa procura alargar a todos os trabalhadores», e a aplicação dos direitos previstos no contrato colectivo de trabalho subscrito pela Fiequimetal (CGTP-IN). 

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