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Trabalhadores da EDP exigem valorização das carreiras

Mais de uma centena de trabalhadores da EDP estiveram concentrados em protesto junto à sede da EDP, em Lisboa, para exigir a valorização das carreiras, em especial para os funcionários mais novos.

Protesto dos trabalhadores da EDP junto à sede nacional, em Lisboa, 24 de Abril de 2019
Protesto dos trabalhadores da EDP junto à sede nacional, em Lisboa, 24 de Abril de 2019CréditosANTÓNIO COTRIM / LUSA

A acção de protesto que decorreu ao início da tarde, junto à sede nacional da EDP, foi promovida pela Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal/CGTP-IN).

Os manifestantes concentrados junto à sede da EDP, onde decorreu paralelamente a assembleia geral de accionistas, pretenderam demonstrar o seu descontentamento com a forma como têm sido tratados pela administração, sobretudo aqueles que estão há menos tempo na empresa.

Além da redução das verbas para os salários, os trabalhadores contestaram a política de redução de pessoal praticada pelas administrações da empresa, que têm levado a uma sobrecarga de trabalho e à desregulação dos horários, com «a desculpa da crise, da modernização e da competitividade».

«Chavões que, na prática, só serviram para cortar direitos e rendimentos aos trabalhadores e aumentar os lucros às administrações e accionistas», afirma a Fiequimetal.

Trabalhadores mais novos querem negociações para valorizar carreiras

Na resolução sobre a situação laboral, a Fiequimetal sublinha também que há vários anos a EDP começou a admitir trabalhadores para outras empresas do grupo, criadas para o efeito, «numa contratação individual sem linhas de carreira, procurando um «corte geracional» para excluir os mais novos dos direitos que estavam previstos na contratação colectiva.

Apesar de realçar que, em 2014, a EDP foi forçada a chegar a um acordo, no qual foram integrados na empresa-mãe os cerca de 2000 trabalhadores que estavam nas referidas empresas satélite, a Fiequimetal sublinha que após essa data «foram ainda criadas desigualdades salariais entre os trabalhadores contratados imediatamente antes e após a aprovação». Uma situação que a estrutura exige ser corrigida.

«Se é certo que a administração já foi forçada, devido ao aumento da contestação, a reconhecer que é necessário melhorar as progressões do início de carreira, falta alterar para melhor muitas outras discriminações que continuam a pender sobre os trabalhadores mais jovens», lê-se no documento.

A concentração de protesto ocorreu paralelamente à assembleia geral de accionistas da EDP, na qual se discutiu a distribuição dos dividendos relativos a 2018, ano em que a eléctrica teve lucros 519 milhões de euros.

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