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Também há precariedade no Teatro Nacional São João

No Porto, os exemplos «mais flagrantes» da precariedade que marca a Cultura são os da Casa da Música e da Fundação de Serralves. Mas esse cenário também existe no Teatro Nacional S. João, lembra o PCP.

Créditos / allaboutportugal.pt

O recurso à precariedade na área da Cultura, no Porto, «não estacionou» nos casos «mais flagrantes e recentemente denunciados» dos trabalhadores da Casa da Música e da Fundação de Serralves, afirmam os comunistas numa nota.

A realidade do sector da Cultura, profundamente marcada pela precariedade laboral, «vem-se arrastando e alastrando nos últimos anos», denuncia o texto, para sublinhar que no Teatro Nacional São João o recurso à precariedade também ocorre, designamente no que respeita aos assistentes de sala, que «são subcontratados como prestadores de serviços a uma empresa de trabalho temporário/outsourcing».

«A verdade é que estes trabalhadores não são prestadores de serviços – os assistentes de sala são fundamentais no funcionamento do Teatro Nacional São João», e não apenas quando ocorrem as peças teatrais, mas também enquanto guias do Teatro e noutras funções que desempenham, frisa a nota. Por isso, defende o PCP, «são uma necessidade permanente do Teatro e o seu vínculo deveria ser efectivo».

Esta realidade não é nova no Teatro Nacional São João, mas – destacam os comunistas – «o actual contexto aprofundou problemas sentidos, agravou incertezas junto destes trabalhadores, cujo vínculo precário significa instabilidade do posto de trabalho e precariedade da protecção social, no caso da redução/perda de remuneração».

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