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Número de casais desempregados regista maior subida desde 2013

O número de casais com ambos os elementos no desemprego ascendeu a 6612 em Abril, revelando uma subida homóloga de 10,8%, sendo este o maior aumento desde 2013, segundo dados do IEFP.

Créditos / SintraNotícias

«Do total de desempregados casados ou em união de facto, 13 224 (8,3%) têm também registo de que o seu cônjuge está igualmente inscrito como desempregado no Serviço de Emprego», refere a informação estatística do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), divulgada esta segunda-feira.

Desta forma, indica o IEFP, «o número de casais em que ambos os cônjuges estão registados como desempregados foi, no final de Abril de 2020, de 6612, ou seja, 10,8% (+647 casais) que no mês homólogo».

O crescimento do universo de casais no desemprego e com ambos os cônjuges inscritos no IEFP, registado em Abril, interrompe a tendência de descida que se iniciou em 2014 e que apenas foi pontualmente interrompida em 2016 para ser retomada daí em diante, beneficiando da reposição de direitos e rendimentos, e consequente retoma da economia.

Os dados disponíveis mostram que é necessário recuar ao tempo da troika e do governo do PSD e do CDS-PP (Novembro de 2013) para encontrar um acréscimo homólogo de dois dígitos.

Os dados hoje divulgados pelo IEFP indicam que o número de casais desempregados registado em Abril traduz uma subida de 12,0% (mais 710 casais) em relação ao mês anterior.

O crescimento galopante do desemprego, à boleia da Covid-19, que por detrás dos números esconde um drama para muitas famílias, reflecte a precariedade em que assentam os vínculos laborais e evidencia as vantagens em proibi-lo nesta fase. 

Com agência Lusa

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