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Navigator tenta desmobilizar a greve mas «mentira tem perna curta»

Reagindo a um comunicado da Comissão Executiva da Navigator, que procurou desmobilizar a greve de quatro dias iniciada hoje, a Fiequimetal denunciou as afirmações da empresa e reafirmou as reivindicações.

Trabalhadores concentrados em frente à sede do Grupo The Navigator Company
Créditos / União dos Sindicatos de Setúbal

A Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas (Fiequimetal/CGTP-IN) começa por esclarecer no comunicado que, apesar de a empresa afirmar que contratou 620 trabalhadores nos últimos quatro anos, contempla nesse número os que foram contratados para substituir trabalhadores que saíram e outros contratados a termo, bem como aqueles contratados para a nova fábrica em Cacia. Neste sentido, denuncia, «a mentira tem perna curta, a luta tem longo alcance».

Segundo a estrutura, o grupo Navigator anuncia que reduz o horário semanal para 39 horas em 2019 e 38 horas em 2020 mas esta redução é apenas uma uniformização em relação aos trabalhadores da ex-Soporcel que já trabalhavam 38 horas semanais, ou seja, «a empresa uniformiza o horário pelo valor mais favorável».

Para além disso, os trabalhadores denunciam um tratamento discriminatório relativamente a aspectos como as contribuições para o fundo de pensões, os prémios de desempenho, as promoções, a actualização salarial e o seguro de saúde. Houve conquistas mas não são aplicadas de forma a colocar todos os trabalhadores do grupo nas mesmas condições.

Para a Fiequimetal, esta decisão da empresa procura desmobilizar os trabalhadores para a greve de quatro dias que se iniciou hoje em todas as empresas do grupo. Tendo também como objectivo iludir a opinião pública, mantendo a imagem de empresa modelo ao nível da política salarial que pratica, e «branquear a incapacidade e falta de vontade para negociar».

Os trabalhadores exigem aumentos salariais e a revisão do plano de carreiras tendo avançado para esta greve de 13 a 16 de Novembro, face à intransigência da administração. A greve abrange todos os trabalhadores dos complexos fabris do grupo, em Aveiro, Vila Velha de Ródão (Castelo Branco), Figueira da Foz (Coimbra) e Setúbal.

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