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Inspectores da PJ manifestam-se em Lisboa e no Porto

Inspectores e trabalhadores do apoio concentram-se esta tarde frente às instalações da Polícia Judiciária (PJ), em Lisboa e no Porto, pela «efectiva negociação» do seu estatuto profissional.

Profissionais afectos à Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC/PJ) juntos à sede da Polícia Judiciária, 13 de Fevereiro de 2019
Profissionais afectos à Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC/PJ) juntos à sede da Polícia Judiciária, 13 de Fevereiro de 2019CréditosTiago Petinga / Agência Lusa

O protesto está marcado para as 17h30 e, realça a Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública (CGTP-IN) numa nota à imprensa, tem como alvo o Ministério da Justiça.

Os trabalhadores acusam a tutela de «não querer» negociar, já que a «nova» proposta «mantém inalterado» o conteúdo da que foi publicada no Boletim do Trabalho e Emprego (BTE), em 22 de Maio, «sofrendo apenas pequenos rearranjos cosméticos». 

«É penoso observar que o documento contradiz todas as declarações públicas da ministra da Justiça, persistindo no erro de desconsiderar os trabalhadores da PJ, colidindo objectivamente com a dignidade do exercício da profissão, o direito à carreira e estrangulando a instituição, pilar no sistema de Justiça», lê-se no comunicado. 

A Federação sublinha que estes profissionais não aceitam «políticas de facto consumado» e informa que vai continuar a lutar pela exigência da negociação efectiva do estatuto profissional dos trabalhadores da PJ. 

Transferência para o sector privado

Em Fevereiro deste ano, as três associações sindicais representativas dos funcionários da PJ realizaram uma greve parcial contra a crónica falta de recursos humanos e materiais, o atraso na revisão das carreiras e na aprovação da nova lei orgânica da PJ, a par da sucessiva recusa da tutela em promover a reposição dos escalões que foram congelados. 

À altura, o presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC), Ricardo Valadas, alertou para uma «carreira muito sacrificada», com consequências como a desmotivação dos quadros e a opção pelo sector privado. Frisou então que um elemento com dez ou 20 anos de serviço recebe o mesmo vencimento que um inspector que acabe de ingressar nos quadros da PJ.

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