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Funcionários da PJ entregam carta aberta à ministra da Justiça

Os funcionários da Polícia Judiciária (PJ) realizaram esta quarta-feira uma reunião geral em Lisboa, após a greve parcial de sete dias, tendo depois rumado em protesto até ao Ministério da Justiça.

Profissionais afectos à Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC/PJ) juntos à sede da Polícia Judiciária, 13 de Fevereiro de 2019
Profissionais afectos à Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC/PJ) juntos à sede da Polícia Judiciária, 13 de Fevereiro de 2019CréditosTiago Petinga / Agência Lusa

O plenário realizado hoje reuniu centenas de inspectores, seguranças, técnicos e pessoal administrativo da Polícia Judiciária junto à sede desta instituição, onde foi discutida a greve parcial entre 4 e 12 de Fevereiro. As associações sindicais afirmam que esta «foi um sucesso», com uma adesão a rondar os 85%.

«Foi um momento histórico na vida da instituição. Percebeu-se bem a indignação e a revolta das pessoas com a falta de investimento na PJ», afirmou à Lusa Ricardo Valadas, presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC).

Em comunicado conjunto, as três estruturas sindicais que convocaram apresentaram um conjunto de reivindicações que consideram «justas e urgentes»: a revisão do Estatuto das Carreiras e da Lei Orgânica da Polícia Judiciária; uma resposta à crónica falta de recursos humanos e materiais, com profundas consequências; a reposição dos escalões que foram congelados; a aplicação da fórmula correcta de cálculo dos suplementos de risco e turno, bem como as quantias em dívida desde 2010.

Após a reunião, os quadros da PJ realizaram uma manifestação até ao Ministério da Justiça, onde foi entregue uma carta aberta com as suas reivindicações no gabinete da ministra Francisca Van Dunem.

Questionado sobre as reivindicações dos funcionários, o Ministério da Justiça respondeu que está «a trabalhar na revisão da estrutura orgânica da Polícia Judiciária e do estatuto do respectivo pessoal e já deu início ao procedimento relativo concurso externo para ingresso na carreira de inspector».

O ministério de Francisca Van Dunem disse ainda que está a avaliar, juntamente com «a área governativa responsável pelo emprego público e pelo orçamento», o Ministério das Finanças, as questões relativas ao pagamento do subsídio de risco.

Com agência Lusa

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