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«Iniciarão Paralisação», anunciam os trabalhadores da IP

Tal como o AbrilAbril já havia noticiado, os trabalhadores da IP iriam esperar pela reunião com a administração e o seu resultado para decidir o que fazer. Agora confirma-se a recusa do patronato em negociar e haverá greve.

Grande parte dos comboios foi suprimida durante a greve, tendo só circulado aqueles em serviços mínimos
Grande parte dos comboios foi suprimida durante a greve, tendo só circulado aqueles em serviços mínimosCréditosANTÓNIO PEDRO SANTOS / LUSA

Segundo comunicado dos vários sindicatos da IP, dia 14 de Julho será dia de greve. A greve terá a duração de 24 horas e a razão é muito simples: a administração da IP recusa-se a negociar com os trabalhadores. A revolta dos trabalhadores é justa já que no comunicado pode ler-se que «Nas outras empresas do grupo empresarial do Estado do sector dos transportes, houve acordos ou mantém-se a negociação no sentido desses serem alcançados» e na IP nada disso se verifica. 

Os sindicatos dão como exemplo ilustrativo o caso da CP onde houve aumentos intercalares mensais, médios, superiores a 50 euros e na IP a proposta do patronato falta ao respeito aos trabalhadores da empresa já que «o aumento agora imposto contraria o
despacho do Governo que determina que em empresas onde existe Instrumento de Regulamentação Coletiva de Trabalho tem que haver negociação com os sindicatos» e tal não se verifica.

Para além de não estar a ser prometido o que o ministro afirmou, que seria um aumento salarial que seria no mínimo de 1% da massa salarial. Tal então não se verifica e o que os trabalhadores viram foi um aumento de 18 cêntimos de incremento diário no subsídio de refeição.

As estruturas representativas dos trabalhadores indicam que há dinheiro já que segundo o Banco de Portugal, o Governo deverá encaixar 4 mil milhões de euros em impostos e contribuições em 2023, devido ao impacto do aumento da inflação e só a IP teve lucros de 48 milhões de euros em 2022. O sindicatos, ante a realidade chegam à conclusão que «para os trabalhadores só vão migalhas» e como tal, irão parar e a greve é o destino. 
 

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