A Hiscox, uma seguradora multinacional com vendas globais de 3,4 mil milhões de euros (em 2025), passou a ter uma operação comercial directa, de linhas especializadas, desde 2025 em Portugal. A partir do dia 6 de Julho, a empresa pretende migrar os seus trabalhadores (da Hiscox S.A. Sucursal e Hiscox Underwriting Group Services Limited Sucursal) para a empresa GENPACT, uma empresa de outsourcing estadounidense a funcionar no país desde 2010.
Em comunicado enviado ao AbrilAbril, o Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins (Sinapsa) refere que a empresa justificou a passagem dos trabalhadores para uma empresa de outsourcing se deve a uma «reestruturação da empresa». No fundo, é o concretizar o projecto do pacote laboral do Governo PSD/CDS-PP: «o trabalho diariamente desempenhado continuará a ser executado», a partir de dia 6 de Julho, pelos mesmos trabalhadores da Hiscox, agora transferidos pela GENPACT. «O trabalho é o mesmo», os benefícios é que não.
Para além de todas as questões éticas que se prendem com transferência de trabalhadores que vão manter as mesmas funções, dá-se o caso de a empresa de prestação de serviços que vai receber os trabalhadores da Hiscox não assegurar «todos os direitos de que estes trabalhadores beneficiam» de acordo com o Contrato Colectivo de Trabalho para a actividade seguradora ou mediação, acusa o sindicato.
O Sinapsa convocou uma greve de 24 horas para o dia 3 de Julho, com o objectivo de forçar as empresas a garantir «todos os direitos» de que estes trabalhadores dispunham na sua anterior relação laboral. Os trabalhadores em greve vão concentrar-se nesse dia, às 9h, na zona do Saldanha, em Lisboa.
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