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Contestação dura há meses

Guardas prisionais avançam com greve

No próximo dia 22, quinta-feira, os guardas prisionais do EPL vão iniciar uma nova greve às horas extraordinárias, que durará até 28 de Fevereiro, contra o incumprimento do regulamento de horário e as imposições do director-geral.

A contestação dos guardas prisionais contra os novos horários prolonga-se há meses
A contestação dos guardas prisionais contra os novos horários prolonga-se há mesesCréditos / AbrilAbril

A greve no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL) foi convocada pelo Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP). O conflito laboral dura há vários meses e na sexta-feira passada trouxe mais 400 guardas a Lisboa para uma vigília junto à Direcção-Geral dos Serviços Prisionais.

Em declarações ao AbrilAbril, Jorge Alves, dirigente do SNCGP, afirmou que o motivo da greve é o horário imposto, a falta de meios e a atitude do director-geral, que classifica de «repressiva e ditadora», além de indigna do cargo que representa.

Para o dirigente, o que está em causa é «lutar contra a imposição de horários diferentes daquilo que foi aprovado», até que «o Sr. Director-Geral cumpra a lei e aquilo que ele próprio regulamentou».

Um regulamento que foi implementado mas que não está a ser cumprido, pois «o horário é das 8h às 16h, e, excepcionalmente, não podem ser feitas mais que nove horas (duas horas extraordinárias). O que tem acontecido é que têm obrigado os guardas a trabalhar até quando é preciso, sendo que há pessoal que já saiu às 20h30, ultrapassando assim as 12 horas de serviço», acrescentou.

Além do cumprimento dos estatutos e dos horários, a demissão do director-geral, Celso Manata, é exigida pelos guardas prisionais, que afirmam já não confiar no seu «superior máximo hierárquico» e que este «não reúne condições nem competência para se manter no cargo».

Pedro Silvério, outro dirigente de Viana do Castelo, afirmou que «nestes dois anos que está no cargo, o Dr. Celso Manata, com as atitudes que tem, lançou um ataque ao sem precedentes ao corpo da guarda prisional». Ataque esse feito «em todas as frentes» e de forma mentirosa, «passando informações incorrectas».

Jorge Alves reforçou a ideia. «O Dr. Celso Manata não perde uma oportunidade na comunicação social de tentar denegrir a imagem do corpo, a imagem de quem luta para que haja dignidade nas cadeias. Nós continuamos a trabalhar muito além daquilo que nos pagam, contrário ao que diz, e perante a denúncia dos problema, prefere avançar com processos disciplinares».

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