Os trabalhadores da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), empresa da Câmara Municipal de Lisboa, vão partir para a greve. Em causa está o aumento salarial proposto para 2026, de apenas 56 euros ou 2,15%, que os trabalhadores consideram «manifestamente insuficiente».
A proposta da administração, ao reproduzir as orientações do Governo para a Função Pública, ignora, segundo o comunicado do Sindicato dos Trabalhadores do Municipio de Lisboa (STML/CGTP-IN), o Acordo de Empresa (AE) em vigor e a autonomia que a administração dispõe para valorizar os profissionais. «Com rendas, alimentação, transportes e saúde a subir muito acima da inflação oficial (2,3%), esta opção significa, na prática, mais empobrecimento», lê-se na nota.
A contraproposta apresentada pelos trabalhadores é clara: aumento de 15%, com num mínimo de 150 euros por trabalhador. Os trabalhadores sublinham que este valor é «responsável e sustentável» uma vez que os tais 15% representariam entre 3,4% a 3,5% da massa salarial da empresa, e os 150 euros cerca de 2,2% do orçamento da EGEAC.
No entanto, o mal-estar não se circunscreve à questão salarial. O comunicado denuncia ainda a perda progressiva de direitos, situações por resolver ao nível de reclassificações, reposicionamentos salariais, condições e horários de trabalho, formação profissional e medicina do trabalho. Acresce ainda a falta de transparência nas decisões da direcção e gestão de vários equipamentos, gerando «instabilidade nas equipas e incerteza quanto ao futuro dos projetos, da missão pública da empresa».
A greve, agendada para o dia 24 de Abril é apresentada como uma «resposta colectiva à desvalorização e estagnação» e também «ao silêncio e à falta de transparência». Entretanto, foi agendada uma reunião com o Conselho de Administração para o próximo dia 14 de Abril, o que gera alguma expectativa: «Esperamos que este encontro resulte numa resposta concreta às reivindicações dos trabalhadores», sublinha a nota.
O Sindicato anunciou ainda que estará presente em todos os locais de trabalho da EGEAC ao longo do mês de Abril, numa fase de preparação e mobilização para a greve.
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