|hotelaria

Férias forçadas e represálias em hotel do grupo Super Bock

Muitas empresas do sector da Hotelaria e Restauração, incluindo grandes grupos económicos, estão a forçar os trabalhadores a tirar férias neste novo período de confinamento.

Créditos / CGTP-IN

A empresa VMPS, do grupo Super Bock, que explora o Hotel Palace Vidago, em Vidago, está a forçar o gozo de férias em Janeiro e Fevereiro, e, aos trabalhadores que recusarem, ameaça-os com consequências no futuro, denuncia o Sindicato de Hotelaria do Norte (CGTP-IN).

A direcção da empresa tem comunicado aos trabalhadores individualmente que o sindicato tem razão mas que, se não aceitarem o gozo nesta altura, sofrerão as consequências no futuro.

O sindicato já protestou junto da empresa e comunicou a situação à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), lembrando que estas comunicações aos trabalhadores do sector têm acontecido de forma generalizada mas que são «ilegais», pois violam normas da contratação colectiva que determinam que as férias têm de ser marcadas por acordo e que na falta de acordo só podem ser marcadas pela empresa de 1 de Maio a 31 de Outubro.

Para além de ilegal, a marcação de férias neste período de confinamento geral com a obrigação de recolhimento domiciliário representa «um abuso e uma violência brutal para os trabalhadores e suas famílias», considera a estrutura sindical.

O direito a férias deve ser exercido de modo a proporcionar ao trabalhador «a recuperação física e psíquica, condições de disponibilidade pessoal, integração na vida familiar e participação social e cultural», que não estão reunidas neste período.

Tópico