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Enfermeiros do São João estão «no limite»

A falta de soluções perante a carência de enfermeiros e o não pagamento do que lhes é devido são críticas apontadas pelo SEP ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar de São João, no Porto.

Créditos / Jornal Médico

A situação está «insustentável», denuncia o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN) num comunicado, onde diz que a atitude do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de São João demonstra «falta de respeito pelos profissionais», mas também pelo esforço que têm desenvolvido.

«Para colmatar as necessidades, as instituições vêem-se na contingência de recorrer ao trabalho extraordinário programado (ilegal)», lê-se na nota, salientando que os horários dos enfermeiros «excedem em muito os limites legais» e que estes «estão no seu limite».

Nos hospitais do Porto, o número de horas de trabalho extraordinário realizado reflete a carência e o esforço a que os enfermeiros têm sido sujeitos. «São milhares de horas realizadas e também são muitas as horas que não são pagas», critica o SEP. 

Por outro lado, acrescenta, o Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de São João, «escudando-se na existência de um "plafond" por serviço, não paga todo o trabalho extraordinário efectuado pelos enfermeiros», não tendo realizado ainda o descongelamento relativamente ao biénio 2019/2020 e, consequentemente, o seu pagamento.

Alertar para a carência estrutural de enfermeiros tem sido uma prioridade do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN), que ao longo dos últimos meses realizou várias iniciativas em torno desta problemática.

A estrutura sindical valoriza, mas defende que a contratação feita pelo Governo «fica aquém das necessidades», lamentando que o vínculo precário continue a ser privilegiado em detrimento dos contratos definitivos e permanentes.

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