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Enfermeiros de Guarda em greve exigem respostas da administração

Os enfermeiros da Unidade Local de Saúde da Guarda estão esta quinta-feira em greve. Exigem da administração o respeito pelos horários, o pagamento do suplemento de especialista e progressões correctas.

Paralisação insere-se nas iniciativas regionais do SEP
Paralisação insere-se nas iniciativas regionais do SEPCréditos

O protesto de hoje foi convocado pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN), e, tratando-se de uma «greve institucional», abrange apenas a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda.

De acordo com o SEP, a adesão à greve rondou os 77% no Hospital Nossa Sr.ª da Assunção, em Seia, enquanto no Hospital Sousa Martins, na Guarda, esteve próxima dos 60%.

Em causa estão várias reivindicações concretas que se prendem com a ULS da Guarda, tal como a questão da contagem dos pontos para efeito das progressões, sobre a qual é afirmado que a administração «tem o poder e a autonomia para decidir a progressão de cada enfermeiro».

Em comunicado, é explicado que os enfermeiros exigem «a correcta progressão na carreira», para todos, independentemente do vínculo, face à imposição do Governo de transformar os anos de serviço em pontos, que leva a que sejam considerados 1,5 pontos por cada ano entre 2004 e 2014 e dois pontos entre 2015 e 2016.

Os enfermeiros exigem ainda da administração da ULS respeito pelos horários, «de acordo com a lei e os regulamentos aprovados», a admissão urgente de mais pessoal para responder à «grave carência» de profissionais e o pagamento do suplemento remuneratório a todos os enfermeiros especialistas, por realizar desde Janeiro.

Sobre a falta de pessoal, Honorato Robalo, do SEP, em declarações à SIC Notícias, afirmou que, devido à «grave carência estrutural de enfermeiros no ULS», «mantém-se a sobrecarga de trabalho dos enfermeiros», além de que o «Serviço de Medicina Intensiva, que tem 12 camas, poderia ter todas a funcionar para bem do Serviço Nacional de Saúde e da resposta pública, não está a a 100%».

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