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Enfermeiros alertam para cenário de ruptura nos centros de saúde

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses alertou esta sexta-feira, em Coimbra, para a possibilidade de os centros de saúde e de vacinação entrarem em ruptura devido ao cansaço e à exaustão destes profissionais.

CréditosTiago Petinga / Agência Lusa

Numa manifestação junto à Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro, o presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP/CGTP-IN) admitiu que os enfermeiros estão «exaustos e cansados», e que podem verificar-se dificuldades de resposta das unidades de saúde nos próximos meses se não forem tomadas medidas. 

Segundo José Carlos Martins, com a campanha de vacinação da gripe sazonal em curso e o início da terceira toma da vacina contra a Covid-19, «os enfermeiros terão que se desdobrar para continuar a dar as respostas necessárias nos centros de vacinação que continuam abertos, nos centros de saúde e, ainda, assegurar a vacinação nos equipamentos residenciais para pessoas idosas».

O dirigente sindical alertou para a necessidade «urgente» de consolidar a situação de centenas de colegas de outras instituições que estão em mobilidade a trabalhar para ARS, de admitir mais enfermeiros e vincular os que estão com vínculos precários. Do mesmo modo, para o SEP é «fundamental» que a tutela retenha os enfermeiros vinculados, resolvendo os problemas que os afectam, de forma a evitar que emigrem ou saiam para o sector privado. 

Para que essa retenção aconteça, evidenciou José Carlos Martins, «é fundamental contar os pontos aos colegas em contrato individual de trabalho, aos que foram reposicionados nos contratos de 1200 euros e iniciar o processo negocial de carreira, que valorize uma alteração pontual ao diploma actual, valorize todos e corrija injustiças e desigualdades e que o compense o risco através da aposentação mais cedo».

No final da iniciativa desta manhã, o SEP entregou uma moção na ARS do Centro aprovada por unanimidade pelos presentes na manifestação. O sindicato exige uma reunião com a tutela e abertura de «um processo negocial de diploma de carreira de enfermagem», sob pena de se desencadearem novas formas de luta. Entretanto, está já marcada uma concentração de enfermeiros, na próxima terça-feira, em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa.

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