Elevada adesão na greve dos auxiliares de educação

Segundo fontes sindicais, a adesão à greve dos trabalhadores não docentes das escolas e jardins-de-infância está entre os 85 e os 90%. Centenas de escolas estão fechadas por todo o país.

Alunos concentrados à porta da Escola Secundária António Arroio, com esta encerrada pela greve do pessoal não docente, em Lisboa
Alunos concentrados à porta da Escola Secundária António Arroio, com esta encerrada pela greve do pessoal não docente, em LisboaCréditosMiguel A. Lopes / Agência Lusa

A adesão à greve dos auxiliares de educação das escolas e jardins de infância da rede pública é elevada. Ainda sem números oficiais, os sindicatos adiantam uma adesão entre os 85 e os 90% e Artur Sequeira, dirigente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, revela que estão «centenas de escolas fechadas por todo o país».

Os auxiliares de educação lutam contra a situação de precariedade e baixos salários vivida neste sector, onde a grande maioria dos trabalhadores aufere valores que rondam o salário mínimo.

3,49€

Valor hora dos 1500 trabalhadores contratados a prazo para o sector da educação

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais revelou que foram renovados 2822 contratos a prazo, que vinham do Governo anterior, e foram contratados a prazo, a 3,49 euros à hora, mais de 1500 trabalhadores para fazer funções de carácter permanente.

Além de defender a integração destes trabalhadores, a federação exige a abertura de novas vagas para cerca de três mil funcionários, de modo a «garantir uma escola pública de qualidade» e «uma profissão de qualidade».

Em causa está também a transferência de competências do Governo para as autarquias, defendendo a estrutura sindical que, constitucionalmente, é o Ministério da Educação que deve assumir a responsabilidade pela educação pública no País.