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EDP foge à negociação, acusa federação sindical

A comissão negociadora da Fiequimetal exigiu à administração da EDP respostas concretas para matérias concretas: progressão nas carreiras, regime de disponibilidade e sistema de avaliação de desempenho.

Logotipo da EDP (foto de arquivo)
Logotipo da EDP (foto de arquivo)CréditosAntónio Cotrim / LUSA

«Na primeira reunião de negociação de matérias pendentes, porque adiadas pela parte patronal com as mais variadas desculpas», a administração da EDP assumiu apenas o compromisso de responder a algumas das propostas sindicais só no final deste mês, afirma no seu portal a Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas e Eléctricas (Fiequimetal/CGTP-IN).

«Para uma empresa que se diz "top employer" esta fuga à negociação é muito pouco ética», denuncia a federação sindical, ainda para mais quando as propostas das organizações representativas dos trabalhadores, com o intuito de os valorizar e contribuir para o aumento da produtividade, já foram apresentadas em Julho de 2021 e já vinham a ser faladas desde 2019.

As questões concretas para as quais a comissão negociadora da Fiequimetal exigiu uma contraproposta da administração, na reunião mantida dia 8, são «matérias estruturantes», que «deveriam ter uma negociação rápida, até porque algumas delas já foram bastante discutidas e já estão praticamente acordadas», sublinha o texto.

Assim, a comissão negociadora propôs um calendário para revisão das matérias em causa, que deverá abordar, em primeiro lugar, o Subsídio de Disponibilidade, «uma vez que, para se chegar a um acordo mínimo, só é necessário que a administração desista da permanência obrigatória».

Segue-se, na calendarização proposta, as progressões nas carreiras e avaliação de desempenho, «para que todos tenham a possibilidade de alcançar o fim de carreira, e uma avaliação mais transparente e justa».

As outras matérias são a remuneração por antiguidade para todos e o benefício da energia pelo valor mais alto, para todos, para acabar com discriminações geracionais e desigualdades de tratamento.

Repúdio da Fiequimetal

Em comunicado aos trabalhadores do grupo EDP, a Fiequimetal informa que, na reunião, os representantes dos trabalhadores demonstraram o seu repúdio pelo que a administração mandou dizer aos trabalhadores sobre um novo processo de avaliações de desempenho.

Ao contrário do que tem sido afirmado nas apresentações da nova ideia da administração sobre a avaliação de desempenho, tal visão não foi aprovada pela Fiequimetal, explica o comunicado subsequente à reunião.

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