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Contrato colectivo dos motoristas não é cumprido integralmente

Os motoristas de mercadorias acusam algumas empresas de distribuição de pressionarem as transportadoras a não respeitarem o acordo colectivo de trabalho, levando os camionistas a fazer cargas e descargas.

Créditos / QC Veículos

«Há empresas que continuam a dizer que têm de ser os motoristas a fazê-lo. Falamos da Jerónimo Martins, da Sonae, do Lidl», concretizou José Manuel Oliveira, dirigente da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans/CGTP-IN).

O sindicalista anunciou esta segunda-feira, em conferência de imprensa, que vão ser desenvolvidas acções de sensibilização junto dos trabalhadores, na semana de 14 a 20 de Março, sobre esta matéria.

Depois, se a prática se mantiver, a Fectrans admite «desencadear processos de greve, empresa a empresa, nos finais de Março ou início de Abril».

Apesar de o novo acordo colectivo de trabalho, que entrou em vigor em Janeiro, estar a ser cumprido pela «generalidade» das empresas, os motoristas queixam-se da falta de actuação por parte da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) perante a continuação de «práticas ilegais» como o pagamento ao quilómetro.

Por isso, a estrutura sindical vai pedir reuniões com os ministros das lnfraestruturas e do Trabalho para apresentar as preocupações, «embora para o Governo não seja uma situação nova», sublinhou José Manuel Oliveira.

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