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CGTP acusa António Costa de «propaganda»

Isabel Camarinha acusou o primeiro-ministro de fazer propaganda para tentar enfraquecer a CGTP-IN ao afirmar que esta nunca assina acordos, defendendo que, para a Inter, «a primeira arma» é a negociação.

CréditosJosé Sena Goulão / Agência Lusa

A secretária-geral, Isabel Camarinha, falava no encerramento do plenário de sindicatos da Intersindical, que decorreu ontem em Lisboa, para analisar a actual situação política, económica e social do País.

«Olhando para as notícias e as televisões, vemos o primeiro-ministro não só a fazer esta propaganda toda, mas também a acusar a CGTP-IN de ser o tal factor de bloqueio, sentindo-se frustrado porque não assina acordos colectivos», começou por dizer Camarinha perante uma plateia de dirigentes sindicais.

«Não sabe o primeiro-ministro que a CGTP-IN, desde que existe, sempre assinou acordos colectivos, acordos de empresa, cadernos reivindicativos e acordos na concertação social», acrescentou a líder da intersindical.

Isabel Camarinha defendeu que a Intersindical «tem como primeira arma a negociação» e considerou que as «manobras de propaganda» têm como objectivo tentar enfraquecer a central e o movimento sindical, avisando que isso não vai acontecer.

A CGTP-IN «não baixa os braços, como nunca baixou» e está «disponível para negociar desde que seja para defender os direitos dos trabalhadores», sublinhou.

«O que nós não fazemos é assinar acordos que retiram direitos aos trabalhadores e que não tragam melhorias», disse, dando como exemplo as alterações laborais previstas na Agenda do Trabalho Digno, em discussão pública e cuja discussão no Parlamento está prevista a 7 de julho, no mesmo dia em que se realizará uma manifestação nacional da CGTP-IN.

«A luta continua», sublinhou Isabel Camarinha, realçando que espera «uma grande manifestação nacional em Lisboa» no dia 7 de Julho, pelo aumento dos salários e das pensões, numa altura em que o custo de vida aumenta devido à escalada da inflação.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro acusou a CGTP-IN de «desequilibrar» as relações laborais, ao alegar ser contra qualquer compromisso no âmbito da concertação social. 


Com agência Lusa

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