A iniciativa, que contou com a participação de cerca de meio milhar de trabalhadores, pretendeu evocar a resistência antifascista mas também «os objectivos da luta actual pela valorização do trabalho e dos trabalhadores, e pelo aumento dos salários», de acordo com a União de Sindicatos de Setúbal (USS/CGTP-IN), que promoveu a concentração.
A 3 de Maio de 1970, no rescaldo da vitória da oposição nas eleições de 1969, «foram presos diversos resistentes antifascistas na cidade do Barreiro e no distrito de Setúbal».
Luís Leitão, coordenador da USS/CGTP-IN, sublinhou o objectivo de defesa do pólo ferroviário do Barreiro numa intervenção durante a concentração em que participaram também trabalhadores da EMEF.
Dois dias depois da mobilização para as acções do 1.º de Maio, foram ainda destacadas as reivindicações aprovadas pelos milhares de participantes nessas iniciativas, como o aumento geral dos salários e do salário mínimo nacional, o reforço da contratação colectiva, o combate à precariedade, o combate à desregulação dos horários e a proposta das 35 horas de trabalho semanal para todos, ou a reforma aos 65 anos sem penalizações, ou ao fim de 40 anos de descontos.
O dirigente sindical deixou ainda o apelo à mobilização para o dia nacional de luta anunciado para dia 3 de Junho, com manifestações marcadas para Lisboa e Porto.
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