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Adesão massiva à greve na EGF reafirma justeza das exigências

Os trabalhadores lutam por salários justos, carreiras dignas, suplemento de risco e um acordo que valorize estes profissionais.

Créditos / STAL

O primeiro dos dois dias de greve dos trabalhadores das empresas do sector de resíduos do grupo EGF (ERSUC, Resiestrela e Resinorte) registou uma adesão entre os 90% e os 100%, segundo nota do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL/CGTP-IN).

Esta manhã, a secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, esteve em solidariedade no piquete da ERSUC, em Rios Frios, Coimbra, uma das três empresas do sector de resíduos do grupo que estão em greve.

A acção de luta abrange 85 municípios dos distritos de Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Vila Real e Viseu, cujos mais de dois milhões habitantes são servidos apenas por 720 trabalhadores.

A greve tem como objectivo exigir a negociação de um acordo colectivo de trabalho (ACT) que uniformize as regras laborais para todos os trabalhadores do grupo, que promova e garanta a valorização remuneratória, a dignificação profissional e a qualidade do serviço público prestado.

A paralisação reivindica ainda o aumento imediato dos salários, dos subsídios de refeição, de transporte e de outras prestações, que reponham o poder de compra perdido nos últimos anos, bem como a atribuição de um subsídio de risco extraordinário, no quadro do surto epidémico, e a regulamentação de um suplemento de risco.

Os trabalhadores reclamam também a valorização das carreiras profissionais, garantindo a progressão e a promoção, e o respeito pelas normas de saúde e segurança no trabalho.

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