A evolução do desemprego e do emprego entre os primeiros três meses do corrente ano e o período homólogo de 2016 reflecte de forma muito clara a reanimação da actividade económica neste último ano. Neste período foram criados, em termos líquidos, 144 800 postos de trabalho e o número de desempregados em sentido restrito reduziu-se em 116 300.
144 800
Criação de postos de trabalho no último ano
A taxa de desemprego situou-se, no primeiro trimestre de 2017, nos 10,1%, o que corresponde a 523 900 desempregados, menos 19 300 desempregados do que no trimestre anterior e menos 0,4 pontos percentuais do que neste período, enquanto o emprego cresceu, com a criação líquida de 14 500 postos de trabalho.
Os dados agora divulgados, espelhando uma melhoria na situação registada no mercado de trabalho, continuam a revelar o elevado nível do desemprego em sentido lato que o País enfrenta. No primeiro trimestre de 2017, o desemprego real atingiu os 961 900 trabalhadores, uma taxa de desemprego de 17,8%. São ainda 219 100 os portugueses que se encontram na situação de inactivos e que estão disponíveis para regressar ao mercado de trabalho e são 218 900 os portugueses que apenas conseguem trabalhar poucas horas por semana, estando disponíveis para trabalhar a tempo completo.
961 900
Número de desempregados em sentido lato (incluíndo inactivos disponíveis e sub-emprego)
Mas não é apenas o desemprego que mantém níveis muito elevados, é também muito do emprego existente que continua a não ter qualidade. Mais de 800 mil trabalhadores por conta de outrem têm contratos precários, centenas de milhares de trabalhadores são falsos trabalhadores independentes forçados a passar recibos verdes e mais de 1,1 milhões de trabalhadores por conta de outrem (30% do total) a receber um salário bruto inferior a 600 euros.
Dados mostram reanimação da economia
Os resultados do Inquérito ao Emprego hoje divulgado pelo INE, embora não corrigidos de sazonalidade, espelham bem a aceleração da actividade económica que se regista desde o início do segundo semestre do ano passado. Embora por razões sazonais o emprego tendencialmente baixe no início de cada ano, a forte reanimação da actividade económica que se vem registando fez com que o emprego tenha subido e o desemprego descido em relação ao último trimestre de 2016, apesar do efeito sazonal.
800 000
Trabalhadores por conta de outrem com contratos precários
A melhoria registada na situação económica e social beneficiou de medidas que contribuíram para aumentar o rendimento disponível das famílias, reanimar a consumo privado e consequentemente a procura interna e actividade económica. Entre estas, contam-se a reposição dos salários na Administração Pública, a devolução progressiva da sobretaxa de IRS, a reposição das 35 horas na Administração Pública, o aumento do salário mínimo nacional, o descongelamento das reformas, o aumento dos apoios sociais e a redução do IVA na restauração.
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui
