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Novo plano israelita prevê mais 34 postos avançados na Cisjordânia

A ocupação israelita pretende criar 34 novos postos avançados na Margem Ocidental, alertou a Comissão de Resistência ao Muro e à Colonização, frisando que se trata de uma escalada perigosa.

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Os colonatos israelitas na Margem Ocidental ocupada são considerados ilegais à luz do direito internacional Créditos / ibtimes.com

Muayyad Shaaban, director da Comissão, afirmou esta quarta-feira que a decisão relativa à aprovação de dezenas de novos postos avançados coloniais terá sido adoptada de forma secreta pelo executivo israelita, constituindo um salto «extremamente perigoso» no projecto colonial israelita em terras palestinianas e uma tentativa flagrante de impor factos irreversíveis no terreno.

Shaaban sublinhou que este plano visa fragmentar ainda mais a geografia palestiniana e isolar as comunidades, no âmbito de um plano mais vasto de anexação gradual da Margem Ocidental ocupada, num claro «desafio a todas as normas do direito internacional», refere a Wafa.

De acordo com o responsável palestiniano, o projecto centra-se no Norte da Cisjordânia e, em particular, em áreas em redor de Jenin, incluindo o restabelecimento de colonatos próximos de locais previamente evacuados.

Além disso, está a ser planeada a construção de dez novos postos avançados em al-Khalil (Hebron), indicou, sublinhando que a distribuição destes postos coloniais evidencia a tentativa de apagar fronteiras geográficas e de minar qualquer perspectiva da solução dos dois estados.

Aceleração da estratégia de anexação

Esta decisão segue-se a uma série de medidas adoptadas o ano passado pelas autoridades da ocupação, que incluíram a legalização de novos bairros coloniais e a aprovação de dezenas de novos postos avançados, que evidenciam a aceleração da estratégia de anexação.

Shaaban alertou que esta escalada ocorre no contexto da situação regional e das preocupações internacionais, procurando tirar proveito dessas «distrações» para fazer avançar planos coloniais de grande dimensão «longe de qualquer supervisão e responsabilização».

«Isto reflecte a insistência do governo da ocupação em prosseguir as suas políticas expansionistas, aproveitando o silêncio, a inacção ou a cumplicidade internacional», disse.

O responsável destacou ainda o facto de os colonatos serem usados como um elemento central na remodelação da realidade geográfica e demográfica da Cisjordânia, «minando, assim, qualquer possibilidade de estabelecimento de um Estado palestiniano contíguo e viável».

Povo palestiniano permanece firme no apego à terra

Em simultâneo, Shaaban realçou que estas medidas são «nulas e sem efeito, não criarão quaisquer direitos e não conferirão legitimidade», e afirmou que o povo palestiniano permanecerá firme no seu apego à sua terra e aos seus direitos nacionais inalienáveis.

Neste contexto, instou a chamada comunidade internacional a sair das «meras condenações verbais» e a assumir «medidas concretas e dissuasoras» em linha com os posicionamentos que rejeitam os colonatos.

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