A CCT lembra que a administração da Galp afirmou publicamente ter prestado ao Governo «toda a informação sobre o plano com a Moeve, garantindo que explicou em detalhe o racional, os impactos e os objetivos da operação», enquanto o Executivo de Luís Montenegro se mantém em «silêncio absoluto», sem assumir uma posição pública e não respondendo «às preocupações dos trabalhadores».
A CCT afirma que esta ausência de reacção do Governo, depois de ter sido informado pela administração, «cria um alinhamento evidente entre ambos», deixando os trabalhadores fora de um processo que define o futuro da Petrogal e do sector energético nacional, considerando que o negócio Galp/Moeve «tem implicações profundas para a empresa e para o País».
Os trabalhadores alertam para uma situação em que a Galp, a concretizar-se este negócio, ficará reduzida a uma posição minoritária, colocando em causa a capacidade de decisão sobre um activo estratégico nacional.
Nesse sentido, a Comissão Central de Trabalhadores da Petrogal exige que administração e o Governo prestem «esclarecimentos imediatos», sublinhando, por um lado, que mais de seis mil trabalhadores, das diversas áreas, dependem directamente da Petrogal e «têm direito a saber o que está a ser decidido sobre o seu futuro». Por outro lado, chama a atenção para a dimensão económica e social deste processo, considerando que «uma parte significativa da economia nacional não pode ser decidido longe de quem tem tudo a perder e nada a esconder».
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