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CGTP-IN: «A guerra não serve aos trabalhadores»

A CGTP-IN emitiu um comunicado veemente contra os recentes ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão. A Intersindical Nacional exige ao Governo PSD/CDS o respeito pelo direito internacional, a carta das Nações Unidas e a Constituição da República Portuguesa.

CréditosRicardo Castelo / Agência Lusa

O comunicado da CGTP-IN é inequívoco. A central sindical enquadra o ataque dos EUA e de Israel ao Irão como «mais um passo na escalada de confrontação e guerra que afecta o Médio Oriente», acusando os países que desferiram o ataque, assim como os aliados da NATO, de prosseguirem «uma política de agressão e desestabilização» na região há décadas. 

A CGTP recorda ainda outros conflitos e intervenções militares no Afeganistão, Iraque, Líbia e Síria, bem como a «criminosa ocupação do território palestiniano e o genocídio contra o povo palestino» de forma a demonstrar a constante e reiterada violação dos direitos humanos e direito internacional perpetrada pelos EUA e Israel.

O comunicado sublinha que este ataque ocorre num momento em que decorriam negociações entre os EUA e o Irão sobre o programa nuclear iraniano, e aponta Israel como «a principal fonte de desestabilização no Médio Oriente» e uma ameaça à paz, por ser o único país da região com armas nucleares.

Além destas críticas contundentes, a CGTP-IN critica ainda aquilo que considera ser a impunidade e a «cumplicidade da União Europeia e dos seus Estados-Membro, nomeadamente Portugal». Segundo a central sindical, o Governo português não só não condenou a agressão, como está directamente envolvido «ao permitir a utilização da Base das Lajes como base de apoio para este ataque ilegal».

Desta forma, a central sindical exige que o executivo respeite o direito internacional, a Carta da ONU e a Constituição da República, e que adopte «uma posição clara ao lado da paz». No documento, a CGTP alerta que «a guerra não serve aos trabalhadores», sofrendo estes as consequências da escalada armamentista e do aumento do preço dos bens alimentares e da energia.

Nesse sentido, a central sindical apela ao reforço da mobilização para as manifestações já convocadas para o próximo dia 14 de Março. Sob o lema «Paz, pela soberania e a solidariedade. Fim às ameaças e às agressões dos EUA» , os protestos estão marcados para as 15h00 na Cidade Universitária, em Lisboa, e na Praça da Batalha, no Porto.
 

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