Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, expressou o profundo agradecimento do seu país aos chefes de Estado e de governo africanos por terem aprovado uma resolução que condena o bloqueio imposto pelos EUA e contra a inclusão da Ilha na lista unilateral de Estados patrocinadores do terrorismo.
«O seu valor é ainda maior nestes tempos da brutal tentativa dos EUA de asfixiar energicamente todo o nosso povo», escreveu Díaz-Canel na sua conta de Twitter (X) em referência ao posicionamento reafirmado pela UA.
Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Bruno Rodríguez, agradeceu na mesma rede social (também no domingo) «esta demonstração de solidariedade, na sequência da ordem executiva que procura bloquear o nosso fornecimento de petróleo e asfixiar todo o povo cubano».
Segundo referiu a diplomacia cubana, esta é a 17.ª vez consecutiva em que o bloco africano aprova uma resolução que condena o bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pela administração norte-americana ao país caribenho.
Tal como em ocasiões anteriores, o organismo africano apelou à retirada da maior das ilhas Antilhas da «unilateral e injustificada» lista de países que alegadamente patrocinam o terrorismo, destacando o carácter arbitrário dessa designação.
A Embaixada de Cuba na Etiópia – país onde decorreu, este fim-de-semana, a 39.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da UA – refere ainda que os líderes africanos manifestaram a sua preocupação com o recrudescimento dos efeitos negativos do bloqueio de Washington, especialmente no actual contexto, em que «Cuba ainda enfrenta importantes desafios económicos e sociais derivados da pandemia de Covid-19».
Denunciaram, além disso, «o alcance extraterritorial desta política, incluindo a aplicação do Título III da Lei Helms-Burton, que reforça as restrições e amplia as suas consequências para lá das fronteiras norte-americanas».
Ainda de acordo com a fonte, a resolução reafirma, mais uma vez, «os profundos laços históricos, políticos e de solidariedade que unem os povos de África e Cuba».
Constitui também «uma clara expressão do apoio africano à eliminação desta política», que é considerada «injusta, ilegal e contrária aos princípios do direito internacional e da soberania dos estados».
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