A Savana e a Montanha (2024) acompanha a comunidade de Covas do Barroso, no Norte de Portugal, ao descobrir que a maior mina de lítio a céu aberto está prestes a ser aberta a poucos metros das suas casas. Diante da iminente ameaça, os moradores juntam-se para expulsar a empresa britânica das suas terras, como um verdadeiro western português.
O Ciclo de Cinema Realismos Contemporâneos apresenta a terceira longa-metragem do realizador Paulo Carneiro, rodado integralmente na aldeia de Covas do Barroso, no concelho de Boticas, com a sua população. A sessão gratuita será dia 30 de Janeiro no auditório do museu, às 21h, e os bilhetes poderão ser levantados às 20h na recepção.
Para além do cinema
A história factual contada na produção cinematográfica ganhou um novo capítulo esta semana. Após anos de luta da população contra o empreendimento da Savannah Resources, que já tinha sido considerado de impacto ambiental negativo para a região e, portanto, incompatível também com o reconhecimento de Sistema do Património Agrícola de Importância Mundial que o Barroso detém, o Governo agraciou a empresa.
O polémico projecto de exploração de lítio não foi apenas aprovado, como também foi beneficiado com um apoio de até 110 milhões de euros pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).
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