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Milhares de professores em protesto exigem respeito pela lei

Os professores vão manter a luta pela recuperação integral do tempo de serviço, com greve às reuniões e outras actividades. Milhares marcaram presença nas ruas de Lisboa em protesto.

Milhares de professores no final da manifestação nacional, junto ao Ministério das Finanças, em Lisboa. 5 de Outubro de 2018
Créditos / Fenprof

A manifestação nacional com que marcaram o Dia Mundial do Professor foi o culminar de uma semana em que, de acordo com as dez estruturas sindicais que convocaram os protestos, mais de 75% dos professores e educadores do País participaram na greve pela contagem integral do tempo de serviço.

Os docentes não aceitam a solução imposta de forma unilateral pelo Governo, que contabiliza menos de três dos mais de nove anos de serviço em que as progressões nas carreiras estiveram congeladas. O diploma governamental, aprovado em plena greve e um dia antes da manifestação, vai ainda ser discutido no Parlamento, a pedido do PCP e do BE.

Para além de exigirem que o Executivo regresse à mesa das negociações para cumprir o que está no Orçamento do Estado para 2018 – a contagem dos nove anos, quatro meses e dois dias –, a frente sindical vai avançar para a greve às reuniões e a outras actividades escolares que não estão integradas no horário lectivo (como coadjuvação, apoio a grupos de alunos, formação).

O secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof/CGTP-IN), Mário Nogueira, revelou ainda que vai ser convocada uma concentração nacional de professores para o dia em que o ministro da Educação irá à Assembleia da República participar na discussão do Orçamento do Estado para 2019.

A contestação ao que os professores consideram um «apagão» em grande parte da sua carreira vai prosseguir também pela via jurídica, anunciou Mário Nogueira, e através de queixas a organizações internacionais, como a Organização Internacional do Trabalho ou a UNESCO (Agência das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

«Do futuro, que pertence às nossas crianças e aos nossos jovens, os professores nunca desistirão, por isso lutam», concluiu o dirigente da Fenprof, no final da manifestação que partiu da Alameda D. Afonso Henriques para o Ministério das Finanças, em Lisboa.

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