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Reduzir vagas nas universidades de Lisboa e Porto em prol do Interior

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior admitiu esta quarta-feira que a redução de vagas nas instituições de Ensino Superior de Lisboa e do Porto deve continuar em benefício do Interior. 

Entre 2001 e 2017, número de vagas iniciais nas instituições do Ensino Superior de Lisboa e Porto aumentou 31%. Nas restantes instituições do País foram reduzidas 9% das vagas
Entre 2001 e 2017, número de vagas iniciais nas instituições do Ensino Superior de Lisboa e Porto aumentou 31%. Nas restantes instituições do País foram reduzidas 9% das vagasCréditos / Comunidade Cultura e Arte

O Ministério liderado por Manuel Heitor decidiu reduzir cerca de 1100 vagas para os alunos que agora pretendam ingressar no 1.º ano de nove instituições do Ensino Superior situadas nas duas maiores cidades portuguesas.

Em declarações à Lusa, Manuel Heitor defendeu hoje que «o mais normal» é continuar gradualmente a reduzir as vagas em algumas instituições.

«Fizemos um processo gradual que deve ser continuado, não deve ficar por aqui que é muito pouco. Deve continuar gradualmente e para isso estamos a abrir um processo gradual», disse, explicando que está prevista uma avaliação e monitorização das mudanças para «perceber a evolução que deve ser feita».

O ministro justifica a medida tendo em conta a crescente concentração de vagas e de alunos nas zonas de Lisboa e Porto, em detrimento das restantes regiões do País.

À Lusa, Manuel Heitor voltou a lembrar que «a distribuição de estudantes é hoje um elemento crítico para estimular um processo gradual de coesão territorial. Não há nenhum outro país europeu que tenha nos dois principais centros urbanos cerca de 60% dos estudantes», como há em Lisboa e no Porto.

O ministro recordou a situação vivida em países como Espanha, que concentra menos de 27% dos alunos nas duas maiores cidades, a Áustria (30%) ou da Holanda e Alemanha onde as duas maiores cidades não chegam a ter 8% dos alunos inscritos no Ensino Superior.

Perante as fortes críticas feitas por reitores e alguns presidentes de politécnicos em Fevereiro, também a propósito da falta de financiamento, Manuel Heitor sublinhou que algumas medidas sugeridas foram introduzidas no diploma. Recordou, no entanto, que «o Conselho de Reitores não teve unanimidade e não enviou nenhum parecer» e o «Conselho Coordenador dos Politécnicos pedia uma mudança muito mais radical».

O Ministério define um corte de 5% de vagas em nove instituições no concurso de acesso ao Ensino Superior, mas permite a essas mesmas instituições a abertura de mais vagas nos cursos de pós-graduação e mestrados.

«Lisboa e Porto têm todas as condições únicas de internacionalização, que mais nenhum no resto do País tem, e com a nossa necessidade de reforçar o contexto de estudantes internacionais e de pós-graduação», defendeu Manuel Heitor.


Com Agência Lusa

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