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PCP rejeita modelo de debates eleitorais

Os comunistas consideram que a proposta de debates televisivos «não garante princípios básicos de imparcialidade, assumindo na sua organização que existem partidos de primeira e de segunda categoria».

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, intervém na abertura das jornadas parlamentares que decorrem na Área Metropolitana de Lisboa nos dias 21 e 22 de Junho de 2021
CréditosMiguel A. Lopes / Agência Lusa

A proposta de debates da RTP, SIC e TVI assenta, afirma o PCP, através de comunicado, num modelo em que PS e PSD, e apenas a estes, é atribuída a «prerrogativa de debater com cada um dos restantes em canal generalista, com abissal diferença de audiências», havendo uma desvirtuação da natureza das eleições legislativas, concebida por «um inaceitável debate entre putativos candidatos a primeiro-ministro».

Reconhecendo a importância que os órgãos de comunicação social desempenham nos processos eleitorais, o PCP «recusa assumir-se como força política menorizada ou menorizável. Mantendo a disponibilidade para participar nos debates que sejam realizados em condições de igualdade entre as várias forças», os comunistas já confirmaram presença no debate «com o conjunto das candidaturas que elegeram representação nas últimas eleições legislativas agendado para dia 17 de Janeiro pela RTP, manifestando desde já disponibilidade para participar em outros com características idênticas que outras estações de televisão decidam promover».

Nesse sentido, e no que se refere aos debates a dois, o secretário-geral do PCP apenas deverá participar nos debates que sejam realizados em canal aberto, o que, «de acordo com a proposta feita pela RTP, SIC e TVI, corresponde aos debates previstos para os dias 4 e 12 de Janeiro».

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