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Congresso do PSD: o branqueamento das responsabilidades

Todos querem esquecer que as políticas protagonizadas pelo PSD, em particular no seu governo com o CDS-PP, contribuíram decisivamente para a situação difícil em que se encontram diversas áreas.

O presidente do PSD, Rui Rio, durante o último dia do 38.º Congresso do partido, celebrado em Viana do Castelo
O presidente do PSD, Rui Rio, durante o último dia do 38.º Congresso do partido, celebrado em Viana do Castelo CréditosJosé Coelho / Lusa

Na sequência das eleições directas para a presidência do PSD, celebradas no mês passado e das quais resultaram a eleição de Rui Rio para a presidência, os social-democratas realizaram este fim-de-semana o seu 38.º Congresso em Viana do Castelo.

As feridas evidenciadas nas directas parecem ainda não ter cicratizado, como o demonstram as dez listas candidatas ao Conselho Nacional – a lista oficial de Rui Rio, liderada por Paulo Rangel, acabou por vencer.

Diferenças à parte, quer as intervenções dos críticos da direcção, quer a do próprio presidente do PSD demonstraram uma grande unanimidade na análise política, nomeadamente quando criticaram a situação na saúde, na habitação, nos transportes ou na educação.

Ninguém falou nas responsabilizades políticas do PSD. Pelo contrário, todos quiseram fazer esquecer que, além das responsabilidades que o PS detém na matéria, as políticas protagonizadas pelo PSD, em particular no seu último governo, com o CDS-PP, contribuíram decisivamente para a situação difícil em que se encontram as diversas áreas.

Aliás, as propostas do PSD vão sobretudo no sentido de continuar as políticas de favorecimento do sector privado, de sectores importantes na área social, como a saúde e a educação, com forte impacto negativo nas classes mais desfavorecidas, através da degradação dos apoios sociais e dos serviços públicos essenciais.

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