No evento «Rumo ao net zero: Sines e os caminhos para a descarbonização da indústria», realizado na passada quarta-feira, no auditório da Administração do Porto de Sines, o presidente da autarquia Álvaro Beijinha reiterou a necessidade indispensável de acompanhar os projectos industriais e de produção de energia (como é o caso do projecto Alba, o maior investimento industrial em Portugal na última década) com investimentos em «equipamentos, infraestruturas e serviços públicos» para a população de Sines.
Perante uma audiência de investidores, empresários e com a presença de Manuel Castro Almeida, ministro da Economia e Coesão Territorial do Governo PSD/CDS-PP, durante a sua intervenção no debate promovido pela Fundação Repsol, o presidente da Câmara Municipal de Sines (CMS) exigiu mais «responsabilidade social» das empresas que se preparam para lucrar milhões naquele território.
«São investimentos privados de muitos milhões. Estas empresas deviam ter mais consciência do ponto de vista social para contribuir também para a resposta que é necessária». A ausência de um plano de investimento e apoio público que acompanhe todos estes projectos só pode provocar a oposição por parte da população, explica Beijinha: «pagam habitação muito mais cara, tudo é mais caro, têm um sentimento de insegurança».
«Os investimentos privados previstos para Sines são de 20 mil milhões de euros. O orçamento da Câmara para investimentos em 2026, em todas as áreas, é de 12 milhões». A CMS, de maioria CDU, «não foge às suas responsabilidades, mas tem o orçamento que tem. Se queremos que Sines seja o paradigma da transição energética do País e da Europa não pode ser à conta da população local», avisou o autarca.
Contribui para uma boa ideia
Desde há vários anos, o AbrilAbril assume diariamente o seu compromisso com a verdade, a justiça social, a solidariedade e a paz.
O teu contributo vem reforçar o nosso projecto e consolidar a nossa presença.
Contribui aqui
