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Rui Moreira chamou «extrema-esquerda» ao BE e à CDU... e disse que foi a Lusa

O presidente da Câmara do Porto atribuiu à Lusa a caracterização da CDU e do BE como «extrema-esquerda», no portal de notícias da autarquia. Saiu-se mal e acabou a pedir desculpa.

Depois da agência de notícias, Rui Moreira responsabilizou os serviços da Câmara
Depois da agência de notícias, Rui Moreira responsabilizou os serviços da CâmaraCréditosManuel Fernando Araújo / Agência Lusa

Rui Moreira imputou à Lusa a utilização do termo «extrema-esquerda» para classificar o BE e a CDU, num texto publicado no portal de notícias da autarquia, tendo posteriormente reconhecido o erro e pedido desculpa.

Durante a Assembleia Municipal do Porto, que decorreu na segunda-feira à noite até cerca das 0h30, e depois de o deputado socialista Serafim Ferreira Nunes ter considerado «inaceitável» a utilização do termo «extrema-esquerda» para aludir ao BE e à CDU, Rui Moreira justificou-se com a Lusa, dizendo que o texto era da autoria da agência de notícias.

O edil explicou aos deputados que a notícia era da Lusa, logo a expressão «extrema-esquerda» era da agência, algo que, posteriormente, veio a negar, pedindo desculpa pelo erro.

«Tanto critica a Lusa, mas depois usa os seus serviços», disse o deputado da CDU Rui Sá.

Na resposta, o presidente da Câmara referiu: «Nunca critiquei a Lusa. Os serviços [da Câmara] inadequadamente fizeram esta referência (extrema-esquerda'), pelo que peço desculpa».

Antes deste momento, a Lusa tentou intervir na sessão para repor a verdade, dado em parte alguma do seu texto usar o termo 'extrema-esquerda', mas tal foi-lhe negado, porque uma intervenção pressupunha uma inscrição prévia, tal como ditam os regulamentos.

Com o título «Maior investimento da década nas contas à moda do Porto ontem aprovadas», a notícia publicada no portal Porto, datada de 24 de Abril, refere: «Com 31 votos a favor, oito contra e sete abstenções, o Relatório e Contas de 2017 passou ontem na Assembleia Municipal sem problemas. Rui Moreira reivindicou as melhores contas deste milénio e o maior investimento da década. Com saldo para executar as grandes obras como o Bolhão, o Terminal Intermodal e a nova ponte, os independentes aplaudiram o Executivo, o PS votou a favor, enquanto o PSD anunciava a abstenção e os dois partidos da extrema-esquerda votavam contra».

No final do texto é referido «artigo redigido com recurso à Agência Lusa».


Com Agência Lusa

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