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Repúblicos estão «protegidos» durante posse administrativa da Câmara de Coimbra

Os estudantes despejados da república dos Açoreanos, esta segunda-feira, voltaram a casa depois de a Câmara de Coimbra ter avançado com a tomada de posse administrativa para a realização de obras.

Créditos / Diário de Coimbra

O auto de tomada de posse administrativa da república Solar Residência dos Estudantes Açoreanos decorreu esta quarta-feira, após proposta apresentada pelo eleito da CDU na Câmara Municipal de Coimbra, Francisco Queirós, e consequente deliberação do presidente do Município em finais de Dezembro. 

Em declarações ao AbrilAbril, o responsável pelo pelouro da Habitação fala de um «litígio grande» entre a senhoria e os repúblicos, mas assegura que, enquanto decorrerem as obras, os estudantes «estão protegidos». 

Não obstante a pandemia e as baixas temperaturas que se fazem sentir, os estudantes da república dos Açoreanos foram despejados sem aviso prévio, na passada segunda-feira, depois de a senhoria ter chegado a acordo para a entrega do imóvel com um dos inquilinos originais daquela casa, com contrato firmado na década de 1960.

Foi no final do mês de Outubro que os jovens tiveram conhecimento da intenção da senhoria de avançar para a rescisão do contrato de arrendamento. Entretanto, corria desde 2018 um processo para a tomada de posse administrativa da república, após uma vistoria em 2017 da Câmara de Coimbra que concluía que o edifício oferecia perigo à segurança e saúde das pessoas que lá moravam, ainda que sem necessitar que os habitantes fossem retirados.

Em Novembro de 2018, a autarquia notificou a proprietária sobre a necessidade de obras urgentes, sendo que no início de 2019 os repúblicos foram ameaçados de despejo por parte da senhoria, não tendo sido realizadas obras.

Em Novembro de 2020, Francisco Queirós assegurou que o processo estava a ser ultimado para se avançar com a posse administrativa da república, uma vez não terem sido realizadas as obras coercivas por parte da senhoria, após notificação camarária em 2019.

Em declarações à Lusa, uma das residentes na república dos Açoreanos adivinha ainda «muitas lutas jurídicas», mas reconhece que a posse administrativa pelo Município dá esperança aos estudantes.


Com agência Lusa

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