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Reforço do SNS? Utentes lembram o que está por fazer

A reabertura nocturna da Urgência Pediátrica do Garcia de Orta e a construção do Hospital do Seixal, cujo prazo voltou a derrapar, são alguns dos «pendentes». Utentes querem retomar diálogo com ministra.

As comissão de utentes de Almada e do Seixal promoveram uma vigília junto ao Hospital Garcia de Orta para exigir a reabertura em permanência do serviço de urgências pediátrica do Hospital Garcia de Orta. Almada, 18 de Novembro de 2019
As comissão de utentes de Almada e do Seixal promoveram uma vigília junto ao Hospital Garcia de Orta para exigir a reabertura em permanência do serviço de urgências pediátrica do Hospital Garcia de Orta. Almada, 18 de Novembro de 2019 CréditosAntónio Cotrim / Agência LUSA

«Quando, na Assembleia da República, está em discussão a execução de um reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS), na tentativa de colmatar décadas de desinvestimentos e de subfinanciamentos, as Comissões de Utentes da Saúde dos concelhos de Almada e do Seixal não podem deixar de recordar à senhora ministra da Saúde as questões pendentes antes do início da pandemia», lê-se num comunicado divulgado esta segunda-feira.

As estruturas informam que já enviaram um ofício a Marta Temido com vista a retomar o diálogo «interrompido com a pandemia». Entretanto, sublinham que o surto de Covid-19 demonstrou que, sem um SNS «forte e universal», nenhum país «estará apto a enfrentar situações sanitárias desta envergadura» e que, apesar dos constrangimentos materiais, técnicos e humanos, os profissionais de saúde «souberam responder e estar à altura da missão que lhes foi incumbida». 

Este foi também um período, alertam, «em que se sentiu particularmente a falta do Hospital no Seixal», sendo «preocupante e pouco tranquilizador» o anúncio de mais um atraso no concurso para a execução do respectivo projecto. 

Para as populações de Almada, Seixal e Sesimbra, estes 90 dias de atraso evidenciam «a forma pouco consequente e desrespeitosa» com que este projecto vem sendo «pensado e abordado pelos sucessivos governos, ao longo dos últimos 11 anos, desde a assinatura do protocolo para a sua construção, em 2009».

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