Protesto do IC1 chega a Lisboa

Fartos de promessas, os utentes do IC1 e da A26-1 agendaram uma concentração para esta quinta-feira, junto ao Ministério do Planeamento e das Infra-estruturas, em Lisboa, para exigir a imediata intervenção nestas vias.

Utentes afirmam que a degradação do IC1 representa um «grave atentado»
Utentes afirmam que a degradação do IC1 representa um «grave atentado» Créditos / setubaltv.com

«Chega de Sangue e Morte» é o mote do protesto marcado para as 10h30 do próximo dia 27, organizado pelas comissões de utentes do Itinerário Complementar (IC) 1 e da Auto-estrada A26-1, no litoral alentejano.

No comunicado enviado esta tarde informam que, «com esta iniciativa de luta, os cidadãos/utentes dos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines, e tantos outros que circulam pelas infra-estruturas rodoviárias, IC1 (N5/N120) e A26-1, pretendem reclamar ao Governo, nomeadamente, ao ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, que “Chega de Sangue e Morte” nestas vias de circulação e exigem a imediata resolução desta(s) problemática(s)».

Os utentes do litoral alentejano exigem o início definitivo das obras de reparação da apelidada «estrada da morte» [IC1 (N5/N120)] e a conclusão da obra na A26-1, «onde se inclui a retirada integral de todos os cones de sinalização existentes no troço de estrada entre Vila Nova de Santo André e Sines.

Falam, falam mas...

Os utentes repudiam e denunciam todas as intenções e promessas repetidas pelos sucessivos governos sobre o início efectivo das referidas obras.

Na última sexta-feira, Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, anunciou que as obras no troço da A26, entre Sines e Vila Nova de Santo André, estariam concluídas até 31 de Janeiro.

Em Março, após um encontro com os presidentes dos municípios de Alcácer do Sal e de Grândola, que reivindicavam a urgente reparação do troço entre as duas localidades (IC1), o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. d´Oliveira Martins, ditou o início das obras para o final de 2016.

Desde então não pararam os acidentes com vítimas mortais. No último dia 10, uma colisão frontal no IC1 provocou dois mortos e um ferido ligeiro.