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Portagens: Governo prestou «um péssimo serviço» à Beira Interior

A Plataforma P'la Reposição das Scut A23 e A25 manifestou indignação pela aprovação do Orçamento do Estado para 2023 sem a inclusão da suspensão ou abolição de portagens nas ex-Scut.

 Foto de Arquivo: trânsito na A23
CréditosAntónio José / Agência Lusa

Em comunicado, a plataforma salientou que «foi sem surpresa, mas com indignação», que confirmou que «o Governo e o partido (PS) que o suporta na Assembleia da República aprovaram o Orçamento do Estado para 2023, sem nele incluírem a suspensão ou abolição das portagens nas Scut da Beira Interior (A23, A24 e A25)».

Acusaram ainda o Governo e o PS de não apresentarem propostas e, «mais grave ainda, votando contra as propostas de outros partidos».

«O Governo e os deputados eleitos pela Beira Interior prestaram assim um péssimo serviço à região, às populações, aos trabalhadores e à actividade económica. Foram incapazes de fazer cumprir os compromissos assumidos por António Costa [primeiro-ministro] em 2015, compromissos que foram reiterados por ele e pelas agora ministras da Coesão Territorial e do Trabalho e Segurança Social, enquanto candidatas em Castelo Branco e na Guarda nas eleições legislativas».

Os utentes prometeram manter uma pressão permanente pela reposição das Scut (vias sem custos para o utilizador) na Beira Interior (A23, A24 e A25) ainda em 2023 e exigiram a eliminação do pagamento de portagens nestas vias, objectivo que foi apresentado no Conselho Geral e que teve aprovação unânime no Fórum de Participação Cívica, realizado no início de Outubro.

A Plataforma disse que registou as recentes declarações do Governo sobre uma eventual redução do preço das portagens na Beira Interior no primeiro trimestre de 2023, através de um processo legislativo do Governo fora do âmbito do Orçamento do Estado e da Assembleia da República.

«Nesse sentido, queremos deixar muito claro que também não nos esquecemos que a secretária de Estado do Desenvolvimento Regional e o secretário de Estado das Infraestruturas se comprometeram a reunir connosco em Dezembro para análise das medidas que o Governo vai adoptar».

Adiantaram ainda que, caso o Governo, no início de Dezembro, não dê qualquer resposta aos compromissos que assumiu com a Plataforma, «ponderarão como possível a realização de uma acção em Lisboa, em data e com contornos a definir muito brevemente».

«Para esta acção esperamos que as câmaras municipais e demais autarcas e instituições bem como as CIM [comunidades intermunicipais] da Beira Baixa e Beiras e Serra da Estrela se coloquem ao lado dos interesses das populações, dos trabalhadores e das empresas e se unam no apoio a esta deslocação de protesto e indignação».

A Plataforma P'la Reposição das Scut A23 e A25 vai também realizar uma reunião para decidir sobre as acções a desenvolver a curto prazo. A estrutura integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda, nomeadamente a Associação Empresarial da Beira Baixa, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e as uniões de sindicatos de Castelo Branco e da Guarda, ambas afectas à CGTP-IN.

A A23, também identificada por Auto-estrada da Beira Interior, liga Guarda a Torres Novas (A1). A A25 (Auto-estrada Beiras Litoral e Alta) assegura a ligação entre Aveiro e a fronteira de Vilar Formoso.


Com agência Lusa

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