Em comunicado, o PCP denuncia que a imposição de portagens na Via do Infante, pelo anterior governo, «apenas favorece os interesses da concessionária, que daí tem retirado ao longo dos anos milhões de euros de lucros», pagos pelo Estado português e pelos utilizadores.
Os comunistas afirmam que as portagens na antiga via sem custos para o utilizador (scut) acarretam prejuízos para a população, e dão exemplos. O aumento da sinistralidade rodoviária, onde se incluem vítimas mortais, o aumento dos tempos e custos de transportes, e a degradação competitiva do turismo são alguns aspectos referidos.
Além da sobrelotação da EN125, que, dizem, nunca foi alternativa à Via do Infante, alertam para a degradação da estrada, cujas obras o último governo parou durante cerca de dois anos.
Exigem o imediato cumprimento do projecto de resolução aprovado na Assembleia da República, com os votos do PCP e do PS, que recomenda ao Governo a redução das portagens nas ex-scut. Embora a considerem insuficiente, acreditam que a medida se coaduna com as aspirações do povo algarvio.
A propósito da crítica feita pelo PSD, no início do mês, sobre o facto de ainda não se terem reduzido as portagens na A22, os comunistas entendem que é uma hipocrisia o PSD reclamar agora o que se recusou a fazer nos últimos quatro anos.
A Comissão de Utentes da Via do Infante juntou-se ao desfile final da 35.ª Concentração Internacional de Motos de Faro, que decorreu hoje na capital algarvia, para afirmar que as portagens no Algarve não são solução.
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