|Litoral Alentejano

«Não havendo cirurgias oncológicas há largos meses, doentes podem perder órgãos»

O alerta é da Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano. Fala de situações «graves» e «inadmissíveis» nos serviços de saúde da região e exige respostas do Governo.

Créditos / Pixabay

Numa nota enviada às redacções, a Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano revela que o tempo de espera no Hospital do Litoral Alentejano, na especialidade de Oftalmologia, é de 330 dias e, na área de Otorrinolaringologia, ascende a 600. 

Mais «grave», esclarece, é o facto de, «desde Julho, não serem realizadas cirurgias nas especialidades de Ginecologia, Otorrinolaringologia e Urologia, agravando assim em muito o tempo de espera para as respectivas cirurgias», daí podendo resultar para os utentes «consequências imprevisíveis e graves».

Os utentes dizem ser ainda «inadmissível» que, não havendo cirurgias oncológicas «há largos meses», os utentes possam «vir a perder o órgão».  

A par dos equipamentos obsoletos, que «estão há cerca de um ano sem reparação ou substituição», a coordenadora alerta para a necessidade de contratar mais médicos, salientando que a saída de clínicos de Gastroenterologia coloca em risco o encerramento deste serviço e que, na Extensão de Saúde do Canal Caveira, no concelho de Grândola, não existem cuidados médicos «há cerca de um mês».

As comissões de utentes exigem ainda a contratação de enfermeiros, assistentes operacionais e técnicos de diagnóstico e terapêutica, assim como a redução do número de utentes por médico de família, de 1900 para 1500.

Entre outras reivindicações, assinalam a importância de acabar com as parcerias público-privado e com o recurso a empresas de trabalho temporário para a contratação de profissionais.

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