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Municípios de Palmela, Setúbal e Sesimbra pedem reunião urgente com ministro da Saúde

As três autarquias lembram que as insuficiências não são novas e defendem que os utentes servidos pelo Centro Hospitalar de Setúbal não podem ficar sem acesso a cuidados de saúde urgentes.

CréditosInácio Rosa / Agência Lusa

Ao final da tarde do primeiro dia de encerramento da urgência pediátrica do Hospital de São Bernardo, as câmaras municipais de Setúbal, Sesimbra e Palmela emitiram um comunicado conjunto, onde anunciam que vão pedir uma reunião urgente com o ministro Manuel Pizarro, tendo em conta a possibilidade de a situação de emergência se agravar durante o período de Inverno.

Os presidentes dos principais concelhos servidos pelo Centro Hospitalar de Setúbal lembram que a rotura vivida actualmente naquela unidade «não é um acontecimento inesperado», e que «em tempo e de forma insistente» alertaram para as insuficiências já antes manifestadas.

«A actual rotura é só a última manifestação de uma política de não reconhecimento e mesmo de desvalorização do papel central dos profissionais de saúde no funcionamento» do Serviço Nacional de Saúde (SNS), evidente, segundo a nota, nos baixos níveis salariais, nas deficientes condições de trabalho e na estagnação da evolução das carreiras. 

As autarquias defendem que as negociações com os órgãos representativos dos trabalhadores da saúde «há muito que se deveriam ter iniciado e já deveriam estar concluídas e em aplicação», e que, no caso do Centro Hospitalar de Setúbal, «a necessidade de obras há muito identificadas já deveria ter levado à sua execução para garantir a melhoria das condições de trabalho dos profissionais e do atendimento dos utentes».

Também a falta de integração de cuidados entre o CHS e o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Arrábida, que agrupa os serviços de cuidados de saúde primários, é «incompreensível» e deveria ter sido há muito superada, alertam.

Liderados por Francisco Jesus (Sesimbra), André Martins (Setúbal) e Álvaro Amaro (Palmela), os três municípios denunciam que, ao longo destes anos de governo do PS, não se adoptaram medidas de reforço do SNS, de modo a corresponder às necessidades das populações e do País. Simultaneamente manifestam estranheza por, «depois de hesitações e falhas de vária ordem da responsabilidade do Ministério da Saúde», se continuar a aguardar pela realização das obras de ampliação do Hospital de São Bernardo, anunciadas há varios anos, as quais permitiriam melhorar as condições em que os profissionais de saúde trabalham e os utentes são atendidos.

Entretanto, constatam, o Governo do PS vai «substituindo os ministros da Saúde que são, naturalmente, forçados a reconhecer a incapacidade de dar resposta aos problema». 

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