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Após visita do deputado comunista João Ramos

Mais saúde para Messejana e Rio de Moinhos

O PCP pediu ao Ministério da Saúde a reabertura da extensão de saúde de Rio de Moinhos e a requalificação da extensão de saúde de Messejana, no concelho de Aljustrel.

No seguimento da visita às freguesias na semana passada, o deputado comunista eleito pelo círculo de Beja, João Ramos, enviou ao Governo dois requerimentos.

Em Rio de Moinhos, com cerca de 700 habitantes e situada a seis quilómetros da sede do concelho, a extensão de saúde foi encerrada em 2007. Segundo João Ramos, o facto da ligação em transportes públicos ser deficitária justifica a reabertura da unidade.

Relativamente à extensão de saúde de Messejana, o eleito comunista insistiu na requalificação das instalações, uma vez que as actuais condições não permitem uma prestação de cuidados de saúde de qualidade.

Para a realização das obras de adaptação é necessário recorrer a financiamento. A Administração Regional de Saúde do Alentejo já tinha candidatado o projecto a fundos comunitários, como prioridade elevada, no âmbito do mapeamento dos investimentos em infraestruturas sociais e de saúde. Agora, o deputado alentejano quer saber do Governo em que fase se encontra a candidatura para requalificação do edifício que acolherá a extensão de saúde de Messejana e qual a data de conclusão da obra.

Quinze mil sem médico de família

Para o PCP, o crescente desinvestimento no sector da saúde, materializado na concentração e encerramento de serviços e valências, e na enorme carência de profissionais de saúde, quer nos cuidados primários, quer nos cuidados hospitalares, tem como objectivo «a degradação progressiva do serviço público de saúde com vista à sua privatização».    

Na área de influência da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), que cobre 13 dos 14 concelhos do distrito de Beja (a excepção é Odemira) existem dificuldades e constrangimentos comuns a outras regiões do país, mas nalguns casos agravados pelas grandes distâncias, pelo despovoamento do território, pelos níveis de envelhecimento e de isolamento das populações, pelos transportes públicos quase inexistentes e por carências económicas e sociais.         

Trata-se, no entender do PCP, de uma região pouco atractiva para a fixação de profissionais de saúde, a que acresce uma «persistente ofensiva contra os seus direitos, com uma profunda desvalorização profissional, quebra de salários e instabilidade nas respectivas carreiras profissionais, factores que têm contribuído também para a progressiva menor qualidade de serviços de saúde prestados».

Os comunistas afirmam que, no distrito de Beja, cerca de 15 mil utentes do Serviço Nacional de Saúde não têm neste momento médico de família.

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