Há 50 anos a ligar Almada à capital

A Câmara Municipal de Almada e a Associação Portuguesa de Treino de Vela (Aporvela) assinalam os 50 anos da Ponte 25 de Abril.

Aquando da sua inauguração, a Ponte 25 de Abril era a quinta maior ponte suspensa do mundo e a maior fora dos Estados Unidos da América
Créditos

Cacilhas será o ponto central das actividades programadas, nomeadamente visitas a veleiros, animação, gastronomia e fogo de artifício, que decorrem entre amanhã e domingo, todas de entrada livre. 

As festividades abrem com a chegada a Cacilhas de três veleiros, que se juntam à Fragata D. Fernando II e Glória – quarta fragata armada e o oitavo navio de guerra à vela mais antigo do mundo, e que podem ser visitados gratuitamente, amanhã e sábado.

Na noite de sexta-feira para sábado, pela meia-noite, haverá fogo de artifício lançado a partir do rio Tejo, para assinalar o aniversário da ponte, a 6 de Agosto.

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São 50 anos de travessias mas 140 de história cuja origem remonta, segundo o livro A Ponte Inevitável A História da Ponte 25 de Abrilao engenheiro Miguel Pais, que em 1876 terá tido pela primeira vez a ideia de construir uma ponte de ferro entre Lisboa e o Montijo. Várias propostas de pontes se sucederam desde então, até que o boom urbanístico ocorrido na Margem Sul do Tejo após a Segunda Guerra Mundial colocou novamente a necessidade da ligação. 

Em 1953 foi criada uma comissão a fim de estudar e criar soluções para a construção de uma ponte, coordenada pelo engenheiro Barbosa Carmona. As obras arrancaram a 5 de Novembro de 1962, tendo a ponte sido inaugurada a 6 de Agosto de 1966 com o nome do ditador. 

Com a Revolução dos Cravos, e tal como aconteceu noutras vias, bairros ou logradouros, a ponte ganha o nome da Liberdade. 

Uma união que custa 

A singularidade da Ponte 25 de Abril advém não apenas do projecto assinado pela empresa norte-americana United States Steel Export Company, mas do facto de ser (a par da Ponte Vasco da Gama) a única travessia paga em Portugal.

As portagens foram implementadas desde o início mas apenas no sentido Lisboa-Almada. Em 1966, o custo da travessia era de 10 cêntimos (20 escudos), em 1973 custava 30 cêntimos (60 escudos) e desde então não parou a escalada. 

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A 24 de Junho de 1994, protestos e buzinões bloqueiam a ponte contra o aumento de 50% anunciado pelo governo de Cavaco Silva. Este aumento estava considerado no contrato com a Lusoponte, empresa que desde 1996 gere a Ponte 25 de Abril, e que também construiu a Ponte Vasco da Gama.

Os protestos obrigaram o governo a recuar, assegurando, desde então, o pagamento directo dessa diferença à Lusoponte.

No passado dia 21 de Julho, a Ponte 25 de Abril foi alvo de um novo buzinão pela retoma da isenção do pagamento de portagens no mês de Agosto. O não pagamento da travessia durante este mês existiu até que o último governo do PSD e do CDS-PP acabou com a medida, em nome da «poupança» imposta no quadro da troika.

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