Faltam auxiliares de educação na Básica de Santiago Maior

Os pais dos alunos da Escola Básica de Santiago Maior, em Beja, fecharam a cadeado os portões do estabelecimento em protesto contra a falta de auxiliares de educação.

Após a intervenção da PSP, responsáveis da associação de pais retiraram os cadeados e abriram os portões de acesso ao edifício
Após a intervenção da PSP, responsáveis da associação de pais retiraram os cadeados e abriram os portões de acesso ao edifícioCréditos

O protesto realizado esta manhã, com o apoio da Associação de Pais e Encarregados de Educação, impediu a realização de aulas no primeiro período para os alunos do 1.º ciclo do Ensino Básico, bem como para os do 2.º e 3.º ciclos.

À porta do estabelecimento, os pais denunciaram a falta de funcionários na escola, argumentando que desta situação decorrem frequentemente casos de violência e que, tratando-se de uma escola inclusiva, são os alunos com necessidades educativas especiais os mais afectados.

Referem que, por falta de funcionários, estes alunos com «necessidades muito grandes são impedidos de assistir às aulas com os restantes meninos», não têm intervalo e são acompanhados por técnicos de ensino especial na sala de multi-deficiência.  

A par da falta de vigilância, os encarregados de educação denunciam a falta de higiene e limpeza dos espaços e as dificuldades verificadas diariamente no refeitório do Centro Educativo do 1.º ciclo, devido à falta de funcionários para apoiar as crianças na hora das refeições. 

A associação de pais denuncia as respostas «redondas» dos serviços do Alentejo da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), entidade a que tem vindo a reportar a situação desde o início do ano lectivo. «A resposta tem sido sempre a mesma: o Agrupamento de Escolas n.º 1 de Beja cumpre o rácio de pessoal não docente e não há mais auxiliares para colocar», lamentam.

Os pais alertam ainda para a possibilidade de realizarem novos protestos caso não vejam as suas reivindicações atendidas.

A elevada adesão à greve de pessoal não docente promovida na sexta-feira, 3, pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, obrigou ao encerramento dos três centros escolares da cidade de Beja.